Comando de Policiamento (CPA/M-4) busca maior proximidade com a comunidade para melhorar a sensação de segurança

Da esquerda – Major PM Calderari, Ten. Cel. Santiago, Ten. Cel. Leandro, Cel. Comandante Santana, Ten. Cel. Arantes, Major PM Storai.                          Foto: Antonio Carlos Borges Malta
Cel. PM Comandante Marcelo Miranda de Santana e a Jornalista Riselda Morais. Foto: Antonio Carlos Borges Malta

       Com o objetivo de melhor prestar os serviços a população e aumentar a sensação de segurança pública, na sexta-feira (06) o Cel. PM Comandante Marcelo Miranda de Santana – CPA/M-4, realizou uma reunião no salão nobre da sede do Comando, sito a Av. Amador Bueno da Veiga, 2.774 em Vila Esperança, para apresentar as demandas da região.
        Além de membros da imprensa regional, participaram também, os Comandantes das Unidades das áreas de atuação territorial Ten. Cel. Santiago – 2º BPM/M; Ten. Cel. Arantes – 29º BPM/M; Ten. Cel. Leandro – 39º BPM/M; Major Storai – 48º BPM/M; Major Calderari CPA/M-4; Ten. Ana Paula – CPA/M-4, SD PM Amanda, CB PM Maria José  e o presidente do Conseg Parque do Carmo Jaime Sato.
        Segundo o Cel. Santana, na área que engloba os quatro batalhões são atendidas, diariamente, entre 450 e 600   ocorrências com viaturas no local, sendo que a demanda aumenta em feriados e finais de semana. São realizadas 12 a 13 prisões em flagrante e cerca de 04 foragidos da justiça são recapturados diariamente, alguns deles com mais de 20 passagens no sistema prisional. Uma arma de fogo é apreendida por dia. “A cada 15 dias nós temos uma ocorrência de gravidade, onde o policial enfrenta o marginal em uma troca de tiros”, informou Cel. Santana e observou “O policial é um ser humano igual a qualquer um de nós. Um homem, uma mulher, que tem contas para pagar, que tem filhos, tem um marido ou uma esposa e a cada quinze dias ele (a) é obrigado a trocar tiros com o ladrão”.
       Para o Ten. Cel. Leandro preservar a qualidade do profissional que executa o serviço de segurança garante a qualidade dos serviços que são prestados e os resultados. Ele falou sobre o esforço da instituição que dispõe de três núcleos de atendimento psicossocial, sendo um núcleo na sede do 2º BPM/M, um núcleo no 39º BPM/M e o terceiro no 4º Batalhão de Ações Especiais e servem aos policiais de toda a Zona Leste e do Alto do Tietê. “A Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse apontou que o profissional da Polícia Militar ocupa o primeiro lugar no ranking das profissões mais estressantes do Brasil e existe um esforço institucional para que se preserve a qualidade do profissional, para que ele preste um melhor serviço”, enfatizou o Ten. Cel. Leandro.
       Quanto as reclamações da população, em relação  a demora da viatura em passar em patrulhamento nas ruas do bairro, o Cel. PM Comandante Santana explicou que “quando uma viatura atua em um flagrante, demora no mínimo, quatro horas no Distrito Policial, não podendo neste período realizar o patrulhamento”. Ele esclareceu também que o efetivo policial  desta região é de 2.842 policiais fixos e que “este efetivo não é suficiente para manter policiais parados nas ruas o tempo todo, as mudanças da previdência, estão impactando negativamente no efetivo, acelerando a inatividade dos policiais através da aposentadoria, com uma média de dois policiais a cada três dias se inativando”, informou ainda “Estamos procurando otimizar nosso serviço através da tecnologia e cada vez mais envolver a comunidade no trabalho de segurança pública, através do Programa “ Vizinhança Solidária”. São medidas simples que podem muito contribuir”, afirmou.
      Para os Comandantes dos Batalhões, acima citados, as ocorrências de roubo, a transeunte, a residência, comércio, de veículo, de celular são a maior preocupação, porque impactam diretamente na sensação de segurança da população. “Há a violência com arma, faca ou outro instrumento, então nosso foco aqui, é combater primeiro os delitos de roubo”, enfatizou o Comando.
      Quando se fala em “pancadões” ou “baile funk desorganizado” o Comando de Policiamento de Área Metropolitana – 4 afirma que a solução envolve várias áreas, a Polícia Militar; a Polícia Civil; o Conselho Tutelar porque muitos menores vão ao pancadão sem o conhecimento dos pais;  da Prefeitura porque geralmente acontecem junto a bares ou tabacarias que funcionam até tarde e envolve veículos com aparelhagem de som irregular; da comunidade, denunciando o pancadão antes dele se formar. “É um problema complexo e de difícil solução, o caminho é envolver vários órgãos. No pancadão você tem tráfico de drogas, prostituição, furto e roubo de veículos para ostentar. Apreender os veículos com o som potente, fechar o bar, recolher os menores para o Distrito Policial e só liberar com a presença dos pais, pode coibir ou pelo menos diminuir essa incidência”, afirmou o Cel. Santana.

Riselda Morais

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