Na manhã desta quinta-feira (11), mais de 1,38 milhão de imóveis ainda estão sem energia; Enel ainda não tem previsão de quando vai restabelecer o fornecimento
Riselda Morais – São Paulo – A capital paulista sofreu entre terça-feira (9) e a manhã de quarta-feira (10), com chuvas fortes, rajadas de vento de até 98,3 km/h, falta de luz e cancelamentos de voos como consequências de um ciclone extratropical que se formou no Rio Grande do Sul e refletiu no Sudeste.
O rastro de destruição deixado pelas rajadas de vento deixou dezenas de árvores caídas e cerca de 1.479.386 imóveis sem energia na capital paulista.
Para garantir a segurança da população, a Prefeitura de São Paulo informou que manteve os parques municipais fechados e suspendeu os eventos do Natal Iluminado nesta quarta-feira.
Na grande São Paulo mais de 2 milhões de imóveis ficaram sem energia.
O Hospital São Paulo, em Vila Clementino ficou sem energia e precisou reagendar consulta de pacientes.
A Japan House da Avenida Paulista teve a entrada bloqueada por uma árvore que caiu. O Aeroporto Internacional de Guarulhos cancelou 22 chegadas, 15 partidas e mudou o destino de 4 vôos para o Rio de Janeiro e Curitiba. Já Congonhas alterou 10 voos para outros aeroportos. Restaurantes fecharam e cancelaram reservas.
Na manhã de quarta-feira (10), a Prefeitura de São Paulo, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), notificou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Enel, concessionária responsável pelo abastecimento de energia no município de São Paulo, pedindo explicações sobre o motivo de milhões de imóveis estarem sem energia por tantas horas, enquanto grande número de veículos da concessionária estavam parados na garagem. O prazo para a Enel responder é de 48 horas.
Na manhã desta quinta-feira (11), mais de um milhão de imóveis ainda está sem energia. E a Enel ainda não tem previsão de quando vai conseguir restabelecer o fornecimento de energia para os milhares de consumidores da capital paulista.

