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5 mar 2026, qui

Feminicídios batem recorde no Brasil, mostram dados do Anuário de Segurança Pública

Pixabay

Crime de Stalking ou perseguição teve aumento, mas fraudes, golpes, estelionato virou epidemia em 2024

       Riselda Morais – São Paulo – De acordo com os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta quinta-feira, 24 de julho, feminicídios tiveram a maior alta em 2024, fazendo 1.492 vítimas, com aumento de 0,7% comparado ao ano anterior e o maior recorde desde 2015, quando a Legislação brasileira passou a definir o crime de feminicídio. As tentativas de feminicídio tiveram aumento de 19% em 2024, quando foram registradas 3.870 vítimas da violência física contra a mulher. Já a violência psicológica teve aumento de 6,3% e registrou 51.866 casos em 2024. O perfil da maioria das vítimas de feminicídios são 63,6% mulheres negras; 70,5% mulheres entre 18 e 40 anos. Os dados mostram ainda que 8 em cada 10 mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros, sendo 97% dos assassinos homens.

    A central 190 recebeu 2 chamados por minuto em 2024 e registrou 1.067.556 denúncias de violência doméstica nas quais a PM foi acionada, com isso, aumentaram em 6,6% o número de Medidas Protetivas de Urgência (MPU), foram concedidas 555,001, bem como, aumentaram os descumprimentos em 10,8% com um total de 101,656 MPU descumpridas.

Crime de Stalking

   O crime de Stalking ou perseguição teve aumento de 18,2%, foram registrados 95.026 casos.
O crime é caracterizado por invasão de privacidade por meio de monitoramento, rede social, restrição de liberdade para sair de casa, atividades cotidianas (trabalho, estudo, passeio) e ameaça a integridade física, psicológica e emocional.

   O crime de stalking, ou perseguição, é definido pela Lei nº 14.132/2021, que inseriu o artigo 147-A no Código Penal. Ele ocorre quando alguém persegue outra pessoa, de forma reiterada e por qualquer meio, ameaçando sua integridade física ou psicológica, restringindo sua capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua liberdade ou privacidade. A pena prevista é de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa, podendo ser aumentada em até 50% se cometido contra crianças, idosos, pessoas com deficiência ou com o uso de armas, ou ainda, contra mulheres por razões de gênero.

Fraudes e estelionatos

O Anuário de Segurança Pública mostra que o uso das redes sociais e internet levaram os estelionatários a migrarem do crime real para o crime virtual e que, a baixa capacidade do sistema de justiça de processar os crimes de estelionato garante a impunidade aos fraudadores e golpistas, com isso, as fraudes viraram epidemia, com um aumento de 408% entre 2018 e 2024, quando registrou 2.166.152 golpes de estelionato, 4 golpes por minuto.
Os estados com maior taxa de golpe por 100 mil habitantes é São Paulo com 1.744,0; Distrito Federal com 1.681,3 e Paraná com 1.339,5; todos acima da média nacional de 1.019,2 por 100 mil habitantes.

Roubos e Furtos de Celular

   Apesar de apresentar queda de 13,4%, foram registrados 917.748 roubos e furtos de celular em 2024. Uma taxa de 431,7 roubos e furtos por 100 mil habitantes. 

Roubos 

A maioria, 79,6% dos roubos e furtos acontecem nas vias públicas, tendo maior incidência nas quintas e sextas-feiras, com picos de manhã entre 6h e 8h e a noite entre 19h e 20h.

A maioria das vítimas 59,1% são homens; 52% com idade entre 20 e 39 anos e 63,1% são pessoas negras.

Furtos 

Ocorrem em via pública 43,7% e 14,6% em estabelecimentos comerciais; sendo 34% aos sábados e domingos as 10 h da manhã e entre 17h e 20 horas.

Vítimas – Mulheres (50,2%), negras (54,4%) com idade entre 20 e 39 anos (46%).
O Anuário aponta que as grandes capitais têm as maiores taxas de roubos e furtos de celular. A capital paulista possui 5,6% da população e 18,5% de todos os roubos e furtos de celulares do país, mas ocupa o 3º lugar em roubos e furtos, fica atrás de Belém (PA) em 2º; São Luis (MA) 1º – a capital em que mais se furta e rouba os objetos. O 4º lugar é ocupado por Salvador (BA).

By Riselda Morais

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