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5 mar 2026, qui

Blocos de Fantasia abriram, dias 7 e 8, o Carnaval da UESP 2026 na Vila Esperança

Divulgação

    Os desfiles dos Blocos de Fantasia dos Grupos de Acesso e Especial abriram oficialmente o Carnaval da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) em 2026, nos dias 7 e 8 de fevereiro, na Vila Esperança, na zona leste de São Paulo. A pista de desfiles montada na Rua Alvinópolis, ao lado do Metrô Vila Matilde, mais uma vez foi palco do Carnaval mais tradicional da cidade de São Paulo.
A abertura oficial dos desfiles contou com a apresentação da Batucada de Nego Véio, tradicional grupo de batuqueiros oriundo da Vila Matilde.
Mesmo com o tempo chuvoso no sábado (7), os desfiles ocorreram tranquilamente, com participação do público e das agremiações, reafirmando o espírito de resistência, alegria e pertencimento que marca o Carnaval de base.
No sábado, desfilaram os blocos de grupo de Acesso: Pavilhão 9, Caprichosos da Zona Sul e Império do Morro. Depois, vieram os blocos do Grupo Especial: Unidos do Abaeté, Garotos da Vila Santa Maria, Chorões da Tia Gê, Unidos do Palmares, Inajar de Souza e Imperatriz do Jaraguá.
Já no domingo (8), a chuva deu uma trégua e os desfiles seguiram com mais quatro blocos do Grupo de Acesso: União da Trindade, Unidos do Pé Grande, Não Empurra que é Pior e Unidos do Guaraú, seguidos dos Blocos Especiais Mocidade Amazonense, Mocidade Independente da Zona Leste, Vovó Bolão de Pirituba, Caprichosos do Piqueri e Kacike da Vila.

As apresentações fazem parte do concurso oficial do Carnaval da cidade de São Paulo e as agremiações carnavalescas foram avaliadas nos quesitos: Fantasias e Abre-Alas (visual), Bateria e Samba-Tema (musical), Empolgação e Porta-Estandarte (dança).
Para o presidente da UESP, Alexandre Magno, o Nenê Teixeira, os desfiles reafirmam a força do carnaval de bairro na cidade. “Os Blocos de Fantasia são a essência do nosso Carnaval. Mesmo com chuva, as agremiações deram um espetáculo de organização, criatividade e alegria. A Vila Esperança mostrou, mais uma vez, que o carnaval de base é resistência, cultura e pertencimento para milhares de pessoas”, destacou o presidente da UESP, ao lado da subprefeita da Penha, Kátia Falcão, que esteve presente nos dois dias de desfiles.
Os desfiles organizados pela UESP fazem parte do calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo e são realizados em parceria com a Prefeitura de São Paulo, por meio das secretarias de Cultura e Economia Criativa, de Turismo, da São Paulo Turismo e das subprefeituras da Penha e do Butantã.
“A parceria com o Poder Público garante estrutura, segurança, visibilidade e fortalecimento das agremiações paulistanas e do Carnaval, ampliando o acesso à maior manifestação cultural do Brasil”, afirma o presidente da UESP.
Protocolo Não Se Cale
A secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Regina Santana, esteve presente na abertura dos desfiles da UESP na Vila Esperança, onde foi montada uma tenda do Protocolo Não Se Cala, iniciativa da Prefeitura de São Paulo, que oferece acolhimento, orientação e apoio a quem sofrer assédio, racismo, LGBTfobia, violência contra a mulher ou qualquer violação de direitos.
“O Carnaval é alegria, cultura e liberdade e liberdade só existe com respeito”, afirmou a secretária.
Sobre a UESP
A União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) é a entidade responsável por organizar, representar e fortalecer as agremiações de base do Carnaval da cidade de São Paulo. Fundada em 1973, com o objetivo de preservar e valorizar o samba como expressão cultural, social e histórica, a UESP atua na promoção do Carnaval paulistano, garantindo espaço, visibilidade e estrutura para as agremiações filiadas.
Reconhecida por seu papel fundamental na democratização do Carnaval, a UESP organiza os desfiles das escolas de samba e blocos de fantasia, agremiações que mantêm viva a tradição do samba nas comunidades. Única entidade no Brasil a realizar desfiles simultâneos em duas pistas (sambódromo), Butantã e Vila Esperança, a instituição amplia o acesso e a participação popular na maior manifestação cultural do país.
A UESP também atua na articulação com o poder público, na defesa das escolas e no fortalecimento das políticas culturais voltadas ao Carnaval.
Com uma trajetória marcada pela resistência cultural e pelo compromisso com as manifestações populares, a UESP segue como uma das principais instituições do samba em São Paulo, promovendo inclusão, identidade e pertencimento por meio da cultura carnavalesca.