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5 mar 2026, qui

Megaoperação mobiliza 1,4 mil agentes das forças de segurança com mandados de busca e apreensão contra 350 investigados em 8 estados

Foto: Riselda Morais

Investigações apontam que o crime organizado atua em diversas etapas do processo de importação, produção, distribuição e comercialização de combustíveis em mais de 300 postos 

    Riselda Morais 

     Na manhã desta quinta-feira (28) foi deflagrada uma megaoperação que mobilizou 1,4 mil agentes das forças de segurança das Polícias Civil e Militar, Polícia Federal, Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Ministério Público Federal e Receita Federal cumprindo mandados de busca e apreensão contra um esquema bilionário do crime organizado, núcleos comandados pelo PCC e operadores da Faria Lima.

   Estão na mira da operação Carbono Oculto, 350 criminosos entre pessoas físicas e jurídicas nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

   No estado de São Paulo participam da megaoperação 160 auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e Planejamento responsáveis pela apreensão digital de documentos de 50 alvos, equipes dos Batalhões de Choque, da Polícia Militar, e do Departamento de Operações Policiais Estratégicas, da Polícia Civil, tanto na capital quanto em São José do Rio Preto, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Bauru e Sorocaba, onde as ordens judiciais são cumpridas

   O objetivo da megaoperação é desmantelar esquema criminoso envolvendo mais de 300 postos de combustíveis nas diversas etapas desde importação, produção, distribuição e comercialização ao consumidor final de combustíveis adulterados, fora do padrão da ANP e quantidade de combustível menor do que o registrado nas bombas. Além de adulteração de combustíveis, os alvos da megaoperação são investigados por ameaças de morte a proprietários que venderam postos e não receberam, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal, estelionato, ocultação e blindagem do patrimônio através de 42 fintechs na Avenida Faria Lima e fundos de investimentos.

  De acordo com as investigações, a organização criminosa sonegou mais de 7,6 bilhões em impostos e devem ter bens bloqueados para que os estados recuperam os tributos sonegados. Foram identificados pela Receita Federal 40 fundos de investimentos com patrimônio de mais de 30 bilhões controlados pelo grupo criminoso.

By Riselda Morais

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