Novembro Azul: mitos e verdades sobre o câncer de próstata

      Tumor maligno mais frequente em homens, o câncer de próstata pode ter altas taxas de cura quando descoberto na fase inicial. Porém, 51% dos homens nunca consultaram um urologista, segundo estudo realizado em 2016 pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), diante de uma estimativa de 69 mil novos casos da doença por ano.
Com o intuito de alertar a população sobre a importância dos exames anuais de prevenção, Fabio Schutz, oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo destaca os principais mitos e verdades sobre a doença.
Fique atento:
– O câncer de próstata afeta somente homens idosos.
Mito! A idade mais comum é, realmente, a partir dos 65 anos, que representa dois terços dos casos. Mas ainda assim um terço dos jovens pode adquirir a doença, principalmente quando há histórico familiar ou se o indivíduo é da etnia negra. É importante destacar que os jovens são os clientes que mais se beneficiam do tratamento.
– Só há suspeita de câncer de próstata se o indivíduo está com sintomas urinários.
Mito! Segundo Fabio Schutz, oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, quando o câncer provoca sintomas é sinal de que a doença já está em um grau mais avançado e de que o tratamento já deveria estar em andamento. O tumor prostático raramente dá sintomas, por isso o check-up preventivo é tão importante.
– Todo sintoma uninário representa um câncer de próstata avançado.
Mito! Sintomas urinários também podem ser causados por hiperplasia prostática benigna (HPB) da próstata. Por isso, é importante consultar um especialista para diagnóstico adequado e a indicação de exames e acompanhamento.
– Quando o câncer de próstata é diagnosticado precocemente, o indivíduo não necessariamente precisa fazer tratamento.
Verdade! Algumas vezes, quando o câncer de próstata é diagnosticado no início, o tratamento imediato não é necessário.
O tratamento depende da idade, do tumor, da proporção de células cancerígenas na biópsia, dos sintomas apresentados e do estado de saúde geral do cliente. O tratamento ativo pode incluir cirurgia e/ou radioterapia ou, em alguns casos, apenas a vigilância ativa, quando o médico apenas monitora o cliente e se há evolução da doença.
– O exame de PSA (antígeno prostático específico) normal é suficiente para excluir a presença de câncer na próstata.
Mito! O PSA é de fato bastante importante e um resultado de PSA baixo pode ser confortante. Entretanto, o médico avalia vários outros critérios em relação ao PSA, como, por exemplo, a relação entre PSA livre e PSA total, a elevação do PSA no último ano, a idade do cliente, o valor do PSA em relação ao tamanho da próstata, a presença de sintomas que possam sugerir infecção, entre outros. Por este motivo é importante sempre levar o resultado do PSA para o médico especialista avaliar.
– Todo homem deve fazer o exame de toque retal.
Verdade! Ele é importante para diagnosticar a doença em estágio inicial, garantindo o tratamento precoce e aumentando as chances de cura sem sequelas e complicações.
Todo homem deve fazer o exame de toque retal.
– O exame de toque retal é dolorido.
Mito! Vale lembrar que quanto menos tenso o cliente estiver antes do exame, menos incômodo pode ser a sensação. Além disso, o exame não dura mais do que alguns segundos.
– Mesmo sem indício de câncer, é necessário fazer os exames anualmente.
Verdade! É indicado manter uma regularidade principalmente a partir dos 45-50 anos. A junção do exame de PSA e do toque retal aumenta as chances de um diagnóstico precoce e, consequentemente, de cura.
– Um nódulo na próstata é necessariamente um câncer.
Mito! Precisa ser investigado por meio de exames e de biópsia, mas pode ser um tumor benigno, que não necessariamente representa um câncer.
– Obesidade aumenta o risco de desenvolver o câncer de próstata.
Verdade! Estudos recentes comprovaram que a obesidade pode estar relacionada ao câncer de próstata por conta do aumento de níveis hormonais. Essa associação pode ser evitada por meio do controle de peso e da prática de exercícios físicos.
– Câncer de próstata tem cura.
Verdade! A maior parte dos clientes são curados, dependendo do tratamento e do estágio da doença.
– O tratamento de câncer de próstata deixa sequelas.
Mito! As técnicas da radioterapia e da cirurgia se modernizaram muito, o que tem diminuído os casos de sequela nos clientes pós-tratamento. Pode acontecer, mas não é uma regra e a incidência é muito baixa.
– O câncer de próstata acabará com a minha vida sexual.
Mito! Atualmente, a tecnologia moderna utilizada nos tratamentos definitivos diminui as chances de causar sequelas no cliente. Nos tratamentos hormonais, a atividade sexual pode diminuir, mas não para sempre.
– A vasectomia causa câncer de próstata.
Mito! A ligação da vasectomia com o câncer de próstata é incerta.
Estudos recentes comprovam que essa relação não existe.
– Se o câncer de próstata ocasionar metástases nos ossos, significa que não haverá cura.
Verdade! Mas isso não deve ser uma sentença de morte sem luta. Muitas vezes, uma nova abordagem de tratamento deva ser iniciada, como a terapia hormonal ou algumas formas de terapia combinadas.
O controle é fundamental, porque o câncer de próstata é uma doença crônica passiva de controle com radioterapia, novas hormonioterapias, quimioterapias, e novas opções de tratamento estão sendo continuamente testadas em estudos clínicos.
– O câncer de próstata se inicia da mesma forma em todos os homens.
Mito! A doença se manifesta de diferentes formas, proporções, tamanhos e intensidades em cada indivíduo. Existem estratégias e ferramentas, como PSA no sangue, biópsia, exames de imagem (tomografia, ressonância, cintilografia e PET scan, por exemplo), cirurgia, entre outras, para avaliar o estágio que o cliente se encontra e as chances de a doença voltar.

Riselda Morais

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