Centro de Operações da Polícia Militar atende cerca de 40 mil ligações por dia

Riselda Morais

      Inaugurado em 2014, por um custo de R$ 85 milhões, o COPOM – Centro de Operações da Polícia Militar ocupa uma área de aproximadamente 10.500 m², atende a 39 municípios da grande São Paulo e através da central de atendimento ao público 190 atende em torno de 40 mil ligações por dia.Inaugurado em 2014, por um custo de R$ 85 milhões, o COPOM – Centro de Operações da Polícia Militar ocupa uma área de aproximadamente 10.500 m², atende a 39 municípios da grande São Paulo e através da central de atendimento ao público 190 atende em torno de 40 mil ligações por dia.

Foto: Riselda Morais
               Coronel PM Comandante Fábio Luis Pelegrini com a equipe, delegados  e membros dos Conseg. Foto: Riselda Morais

       Com o aumento da demanda, para que o policiamento continue nas ruas, atendendo de forma efetiva e eficiente, o Centro de Operações foi implementado com mais de 239 civis de uma empresa terceirizada, que passaram por treinamento, curso de formação  com duração de 30 dias e trabalham sob a supervisão da Polícia Militar.
       “A Polícia Militar por muitos anos, tentou fazer o policiamento de forma única, como achava que era o certo. Hoje nós aprendemos que o cliente maior é a sociedade e ela tem que participar das demandas de Segurança Pública”, declarou o Cel PM Comandante Fábio Luis Pelegrini.
         Segundo o 1º Tenente PM Mascarenhas, na demanda diária de atendimentos, cerca de 25%, o correspondente a 12 mil ligações atendidas vira ocorrência, há o deslocamento da viatura  para o local e de 5% a 6% são trotes. 

                                              Tenente Mascarenhas explica o funcionamento do COPOM. Foto: Riselda Morais


        O COPOM chama a atenção da população para que não passe trote, enquanto a atenção da polícia está voltada a identificar um trote, uma ocorrência de risco eminente a vida pode estar deixando de ser atendida. “No 190, a gente lida com emergência, um minuto que a gente for moroso no atendimento, pode acarretar a morte, cada segundo nosso é precioso” disse Mascarenhas e esclareceu: “Toda demanda nossa requer atenção, por mais que tenha indício de ser um trote, a gente trata com muita seriedade, não posso abandonar a ligação, ela só é descartada em última análise e em caso de dúvida é gerada a ocorrência”.
       Além dos profissionais treinados, das viaturas, motos e do helicóptero Águia para o atendimento das ocorrências que oferecem risco eminente a vida ou ao patrimônio, o COPOM conta com tecnologia de ponta na identificação das chamadas, software “árvore de decisão”, onde o sistema gera a ocorrência de forma indutiva, automática; 353 câmeras sob o comando da PM e cerca de 2 mil câmeras de outros órgãos que operam de forma compartilhada. 
       Para os estrangeiros há um interprete bilíngue, que fala os idiomas inglês e espanhol. “Ao ligar para o 911 ou 112 o sistema entende que trata-se de uma emergência e direciona a ligação automaticamente”, informa Mascarenhas.
       Para os deficientes auditivos ou visuais o atendimento é feito via SMS, por policiais com treinamento diferenciado, para que isto aconteça, o cidadão deve procurar a base policial mais próxima, onde será realizado um cadastro para que ele tenha acesso ao número e, a partir daí, está apto a solicitar o atendimento quando surgir uma emergência.
        Para agilizar o atendimento e a viatura se deslocar imediatamente, o COPOM recomenda: “Quando ligar para o 190, o cidadão deve informar a conduta (o que está acontecendo) e o local (endereço, referência), mantendo o máximo de tranquilidade possível para se fazer entender mais rapidamente. Passado a demanda para a viatura, o atendente continua colhendo informações para completar a ocorrência, mas com a viatura já a caminho”, orienta o Tenente Mascarenhas.
       “É importante o Estado de São Paulo, através de sua população, saber como funciona a sua Polícia Militar. Muitas vezes, vendo uma viatura na rua, não se tem noção de que por trás dela existe toda essa estrutura que busca trazer a informação, instrumentos e conhecimento para poder melhor trabalhar na linha de ponta. Aqueles dois policiais que ficam na viatura não estão sozinhos, nós estamos aqui para dar apoio”, diz o Cel Marcelo Streifinger, chefe do Centro de Operações.

                                                                             Cel Marcelo Streifinger, chefe do Centro de Operações. Foto: Riselda Morais


        Quando se trata de crimes cometidos por policiais, o Cel Streifinger é enfático: “Nós fazemos nossa parte, nossa lição de casa, a gente tem entre nós aqueles que eventualmente erram por deslize ou por intenção; de acordo com o tipo de erro tomamos providencia, demitimos ou expulsamos, procuramos corrigir nossos erros; entramos para ser polícia, se alguém desviar do caminho, somos os primeiros a buscá-lo e a tirá-lo”, declarou também que “o índice de aprovação da Polícia Militar é de 2% e mesmo assim são demitidos ou expulsos cerca de 200 a 300 policiais por ano”.
          Para o Coronel Streifinger a “perturbação do sossego”, os famosos e incômodos “pancadões” são resultado de uma sociedade doente, da falta de educação e de compostura. “Nos temos uma família que não cuida dos filhos; uma família que não consegue controlar os seus, ficam fazendo perturbação; uma escola que não dá formação, porque a escola é para dar conhecimento e quem dá formação é a família, mas a família está pecando e a escola muitas vezes nem conhecimento dá. Aí isso deságua em problemas sociais e traz desdobramentos para a polícia”, observa.
          Para os/as presidentes dos Conselhos Comunitários de Segurança, a polícia precisa ocupar o local onde são pontos de “pancadão” como medida de prevenção, impedindo a aglomeração dos indivíduos. “Pancadão é mais fácil resolver no início, não deixando se formar e mandar mais policiais para atender a ocorrência com menor tempo de espera”, solicitou o Sr. Norberto do Conseg do bairro do Belém.
           Segundo o Coronel Streifinger, antes de ir trabalhar no COPOM, atuando no Comando Sudeste da capital, que vai do Aricanduva a Cidade Tiradentes, haviam 89 pontos simultâneos de baile Funk  “uma ocorrência de perturbação do sossego, muitas vezes, ocorre  também,  dano, desacato e lesão corporal leve até homicídio, uma vez que há resistência e depredação da viatura, já tivemos baixa de um policial” disse ele e orienta que: “A pessoa ou o grupo de pessoas, que reclama da perturbação do sossego, grave o pancadão. Chame a polícia para ela apreender , autuar o dono do veículo, qualifica-lo e levá-lo a delegacia. Vá junto até a delegacia fazer o Boletim de Ocorrência com a presença do perturbador e da vítima. Depois com a identificação do perturbador, a gravação, imagens e o B.O. a pessoa deve entrar com uma ação civil de 40 salários, no Juizado especial” e concluiu “Porque não tirar dinheiro dele, para que ele sinta no seu bolso a responsabilidade civil de seus atos”.
     Participaram da reunião no COPOM, o Cel PM Comandante Fábio Luis Pelegrini; Cel Marcelo Streifinger, chefe do Centro de Operações; o chefe da Divisão de Operações CPA/M11 Major Claúdio José Marangom; Delegados da Polícia Militar; Delegados da Polícia Civil; Sargento Leone; Cabo Elan CPA/M11; Soldado Dornerles  e Soldado Nogueira do 51 DP; Presidentes dos Conseg; entre outras autoridades e membros da imprensa.

Riselda Morais

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