O Vôo da Águia – Por Riselda Morais

Como a águia, vou
voando bem alto,
quem voa rasteiro
fica no asfalto
 
Nunca me contento
com onde cheguei
quero ir além
de onde alcancei
 
Quem voa em círculo
não sai do lugar
vôo em linha reta
cortando o ar
 
Como um projétil
a se movimentar
nessa velocidade
ela pode voar
 
Naquilo que busco
sou determinada
sempre vou além
da altura alcançada
 
Os olhos de águia
me permitem fitar
aquilo que eu  quero
e vou acertar
 
E lá das alturas
como rainha do ar
certeira mergulha
onde determinar
 
Se quer uma presa
ela vai buscar
caça sem surpresa
não há como errar
 
Em alto penhasco
a águia vai montar
um ninho de espinho
mas ela vai forrar
 
Com algo macio
para não incomodar
aos seu filhotes
enquanto lá morar
 
E como a águia
é mãe exemplar
nenhum predador
deixa se aproximar
 
Até o dia em que ela,
sem hesitar,
pega o filhote no bico
e o solta no ar
 
Mas se o filhote
não consegue voar
ela o toma nas asas
e dele volta a cuidar
 
Como filhote descobri
que podia voar,
deixei minha casa
fui para outro lugar
 
E quando estava
a me acostumar
tive que sair
me readaptar
 
Quando problemas
tenho que enfrentar
todas minhas forças
tenho que redobrar
 
E quando a tempestade
tenho que superar,
vôo de frente, sem vacilar
até a bonança, eu encontrar
 
Em vôo solitário
porém altaneiro
a águia se isola
no despenhadeiro
 
Eis que começa
a auto flagelação
e entra em processo
de auto-renovação
 
Em tudo que faço,
em meu  dia-a-dia
tal como a águia
se renovaria
 
Durante meus vôos,
em pensamentos
e fantasia, eis o poder
que me elevaria
 
E tal como a águia
esperta e precisa
eu me renovo
me mantenho viva!

Riselda Morais

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